Prometo ler pra ti todas as noites,
Não como seu pai fazia,
Mas como um amante que não quer que adormeças sem ouvir o meu amor.
Prometo alimentar teus sonhos,
Te colocar em todos os meus planos.
Prometo te imunizar por completo da solidão,
Estarei contigo até distante.
Prometo não ser perfeito e nunca esperar-te perfeição,
Ser humano até o fim.
Prometo lhe ser leve e nunca te pesar culpa alguma.
Te prometo tardes tranquilas de domingo,
Preocupações semanas,
E sempre algo entre tudo isso para não nos acostumarmos com nenhuma rotina.
Não lhe prometo filhos nem netos,
A vida se encarrega das promessas que não posso fazer.
Infelizmente devo lhe prometer lágrimas,
Mas garanto nunca deixar de sorrir com teu sorriso.
Não posso prometer um feliz para sempre,
Mas posso ser pra sempre com você.
Que assim seja!
domingo, 19 de junho de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
" ... vamos andando solidamente e de repente vemos um pôr-do-sol, e estamos perdidos de novo. " ( jorge luis borges )
Tirei férias de mim,
Do meu ego,
Da minha boa vontade de me encontrar.
Me afastei dos silêncios que eu me impunha,
Da vontade frígida de esconder meus sorrisos.
Tirei férias sim, sem autorização!
Horário? Só se o sol e a lua quizerem me contar.
Doei todos os meus relógios, como se doa aquela coisa que já não funciona bem.
Meu passado deixei para aqueles que quiserem lembrar,
Eu particularmente tirei férias de mim.
Agora eu escrevo e não releio mais,
Eu caminho e não olho pra trás.
Pena que essas loucuras nos aconteçam tarde.
Só nos damos conta do quão suave é o ar no momento em que perdemos o fôlego.
" ... vamos andando solidamente e de repente vemos um pôr-do-sol, e estamos perdidos de novo. " ( jorge luis borges )
Tirei férias de mim,
Do meu ego,
Da minha boa vontade de me encontrar.
Me afastei dos silêncios que eu me impunha,
Da vontade frígida de esconder meus sorrisos.
Tirei férias sim, sem autorização!
Por um bom tempo não quero ouvir falar em razão, em bom senso, em juízo.
Horário? Só se o sol e a lua quizerem me contar.
Doei todos os meus relógios, como se doa aquela coisa que já não funciona bem.
Meu passado deixei para aqueles que quiserem lembrar,
Eu particularmente tirei férias de mim.
Agora eu escrevo e não releio mais,
Eu caminho e não olho pra trás.
Do meu ego,
Da minha boa vontade de me encontrar.
Me afastei dos silêncios que eu me impunha,
Da vontade frígida de esconder meus sorrisos.
Tirei férias sim, sem autorização!
Por um bom tempo não quero ouvir falar em razão, em bom senso, em juízo.
Horário? Só se o sol e a lua quizerem me contar.
Doei todos os meus relógios, como se doa aquela coisa que já não funciona bem.
Meu passado deixei para aqueles que quiserem lembrar,
Eu particularmente tirei férias de mim.
Agora eu escrevo e não releio mais,
Eu caminho e não olho pra trás.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Poesia, pra quem sofre de azia ...
... e outros males do dia-a-dia!
Pra quem ainda não percebeu minha aversão por esse estilo de vida eu aqui o declaro abertamente.
Rotina diminui a expectativa de vida assim como a solidão causa morte prematura da alma. E isso é ministério da saúde quem adverte.
E não se engane meus caros leitores há nesse mundo rotinas de todas as espécies. Se você pensa que por se divertir todos os finais de semana com porres apoteóticos, em sei lá qual festa, está quebrando a rotina. Eu vou te dizer uma coisa: você ta é quebrando a cara. Porque o que acontece contigo não é nada mais nada menos do que você sempre espera que aconteça. Tanto os rotineiros pacatos quanto os agitados têm ( e o pra mim o acento permanece firme ) o mesmo fim. Na verdade eu não sei qual é, não penso nisso pois me da tédio só em cogitar.
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ps: precisa postar e assim saiu um desabafo, se divirtam com minha musa ;)
Pra quem ainda não percebeu minha aversão por esse estilo de vida eu aqui o declaro abertamente.
Rotina diminui a expectativa de vida assim como a solidão causa morte prematura da alma. E isso é ministério da saúde quem adverte.
E não se engane meus caros leitores há nesse mundo rotinas de todas as espécies. Se você pensa que por se divertir todos os finais de semana com porres apoteóticos, em sei lá qual festa, está quebrando a rotina. Eu vou te dizer uma coisa: você ta é quebrando a cara. Porque o que acontece contigo não é nada mais nada menos do que você sempre espera que aconteça. Tanto os rotineiros pacatos quanto os agitados têm ( e o pra mim o acento permanece firme ) o mesmo fim. Na verdade eu não sei qual é, não penso nisso pois me da tédio só em cogitar.
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SOCORRO!
ps: precisa postar e assim saiu um desabafo, se divirtam com minha musa ;)
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Não sei se pensamento tem título
" Minha fé deu nó "
Já fiz alguma poesia.
Li bons versos e me emocionei com alguns romances.
Tudo em um breve tempo em que dividi a tarde da madrugada.
A ansiedade me acelera os sabores.
Se disser que meus pensamentos são só rosas vermelhas, minto! E confesso que minto muito mal.
Mas, há alguma paixão em todo esse turbilhão de sentimentos inertes.
Talvez haja mais desilusão que paixão.
Nada de amores impossíveis. Apenas a minha decepção comigo mesma.
Meus lábios tem gosto de cinzas. E eu ainda não sei se pela nova marca do cigarro ou pelas palavras incendiárias que tenho declamado.
Não sei também se me fizeram acreditar em um pecado ou se sou eu que me convenço de uma absolvição.
O certo é que enquanto o mundo dorme eu velo as minhas verdades. Tão jovens, tão distintas, mas talvez tão minhas que não tenham o direito de se prolongarem mais.
Farei minha oração e quem sabe amanhã, que é sábado, na hora tardia de acordar tudo seja mesmo um sonho.
" Minha fé em pó e solúvel "
quinta-feira, 2 de junho de 2011
frio
Eu queria contar o que está contido nessa alma volátil, mas colega, não é nada fácil contradizer o que a vida prega.
É inverno, em todos os sentidos possíveis que essa estação pode trazer.
Também já roubaram seus sonhos?
É inverno, em todos os sentidos possíveis que essa estação pode trazer.
Também já roubaram seus sonhos?
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Liberdade! Igualdade? Nenhuma Fraternidade.
Chega de cismas!
Eu tive a oportunidade de acompanhar a votação do STF (Supremo Tribunal Federal) para a questão da união estável entre casais homosexuais. As argumentações foram bem coerentes, porém aqui fora houve divergências. Tanto leigos como supostos estudiosos do direito argumentaram contra os dez membros do STF afirmando que ao consentir a união estável homoafetiva o poder legislativo "rasgou" a constituição brasileira, em razão do art. 226 inciso 3: "Para efeito da proteção do estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.". Os membros do supremo não deixaram esse argumento passar despercebido em sua decisão, mas não estou aqui para discutir os argumentos utilizados pelas pessoas que se colocaram diante dessa decisão. Na verdade o que venho aqui declarar é a minha indignação para a inclinação segregativa do ser humano. Sempre tive essa consciência, mas depois que assisti o discurso de um líder religioso atacar veemente essa liberdade concedida a mais uma parcela de pessoas, percebi que eu não poderia me calar.
O que tem sido pedido não é uma guerra política e muito menos ideológica. Para aqueles que condenam o apelo dos homosexuais usando a própria constituição como argumento, eu lhes suplico uma dose de bom senso. Uma carta magna como a constituição não pode conter erros que a deixem cair em contradição. Se o art. 226 de fato for um argumento relevante para impedir união de pessoas do mesmo sexo, então nós presenciamos a sobreposição de um art. sobre outro do mesmo documento. No caso, o art. 226 se sobrepõe ao 5, "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade [...]".
Intolerância não se paga com intolerância! A intenção não fazer as pessoas abertamente contra a homosexualidade levantarem uma bandeira LGBT em praça pública. A intenção é o respeito ao espaço. Da mesma forma como eu Católica tenho que respeitar o direito de culto do meu vizinho espírita. Como eu branca tenho que saber respeitar as diferenças físicas e culturais dos meus concidadãos negros, mulatos, indígenas e até estrangeiros.
Um segredo sobre a igualdade: ELA NÃO EXISTE! Não somos todos iguais. Somos constituídos de diferenças. E aí está a grande questão. As nossas diferenças não podem ser um medidor de direitos como os da: VIDA, DIGNIDADAE, PROPRIEDADE, SEGURANÇA, etc. Aqueles básicos escritos no topo de qualquer constituição democrata.
A verdade é a seguinte: vivemos uma DEMOCRACIA! Se você quiser fazer valer apenas a sua vontade/verdade procure uma ditadura que a defenda.
A beleza da liberdade está em: DEIXAR VIVER! Deixar ser LIVRE!
Eu tive a oportunidade de acompanhar a votação do STF (Supremo Tribunal Federal) para a questão da união estável entre casais homosexuais. As argumentações foram bem coerentes, porém aqui fora houve divergências. Tanto leigos como supostos estudiosos do direito argumentaram contra os dez membros do STF afirmando que ao consentir a união estável homoafetiva o poder legislativo "rasgou" a constituição brasileira, em razão do art. 226 inciso 3: "Para efeito da proteção do estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.". Os membros do supremo não deixaram esse argumento passar despercebido em sua decisão, mas não estou aqui para discutir os argumentos utilizados pelas pessoas que se colocaram diante dessa decisão. Na verdade o que venho aqui declarar é a minha indignação para a inclinação segregativa do ser humano. Sempre tive essa consciência, mas depois que assisti o discurso de um líder religioso atacar veemente essa liberdade concedida a mais uma parcela de pessoas, percebi que eu não poderia me calar.
O que tem sido pedido não é uma guerra política e muito menos ideológica. Para aqueles que condenam o apelo dos homosexuais usando a própria constituição como argumento, eu lhes suplico uma dose de bom senso. Uma carta magna como a constituição não pode conter erros que a deixem cair em contradição. Se o art. 226 de fato for um argumento relevante para impedir união de pessoas do mesmo sexo, então nós presenciamos a sobreposição de um art. sobre outro do mesmo documento. No caso, o art. 226 se sobrepõe ao 5, "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade [...]".
Intolerância não se paga com intolerância! A intenção não fazer as pessoas abertamente contra a homosexualidade levantarem uma bandeira LGBT em praça pública. A intenção é o respeito ao espaço. Da mesma forma como eu Católica tenho que respeitar o direito de culto do meu vizinho espírita. Como eu branca tenho que saber respeitar as diferenças físicas e culturais dos meus concidadãos negros, mulatos, indígenas e até estrangeiros.
Um segredo sobre a igualdade: ELA NÃO EXISTE! Não somos todos iguais. Somos constituídos de diferenças. E aí está a grande questão. As nossas diferenças não podem ser um medidor de direitos como os da: VIDA, DIGNIDADAE, PROPRIEDADE, SEGURANÇA, etc. Aqueles básicos escritos no topo de qualquer constituição democrata.
A verdade é a seguinte: vivemos uma DEMOCRACIA! Se você quiser fazer valer apenas a sua vontade/verdade procure uma ditadura que a defenda.
A beleza da liberdade está em: DEIXAR VIVER! Deixar ser LIVRE!
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