quinta-feira, 19 de maio de 2011

Liberdade! Igualdade? Nenhuma Fraternidade.

Chega de cismas!


Eu tive a oportunidade de acompanhar a votação do STF (Supremo Tribunal Federal) para a questão da união estável entre casais homosexuais. As argumentações foram bem coerentes, porém aqui fora  houve divergências. Tanto leigos como supostos estudiosos do direito argumentaram contra os dez membros do STF afirmando que ao consentir a união estável homoafetiva o poder legislativo "rasgou" a constituição brasileira, em razão do art. 226 inciso 3: "Para efeito da proteção do estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.". Os membros do supremo não deixaram esse argumento passar despercebido em sua decisão, mas não estou aqui para discutir os argumentos utilizados pelas pessoas que se colocaram diante dessa decisão. Na verdade o que venho aqui declarar é a minha indignação para a inclinação segregativa do ser humano. Sempre tive essa consciência, mas depois que assisti o discurso de um líder religioso atacar veemente essa liberdade concedida a mais uma parcela de pessoas, percebi que eu não poderia me calar.


O que tem sido pedido não é uma guerra política e muito menos ideológica. Para aqueles que condenam o apelo dos homosexuais usando a própria constituição como argumento, eu lhes suplico uma dose de bom senso. Uma carta magna como a constituição não pode conter erros que a deixem cair em contradição. Se o art. 226 de fato for um argumento relevante para impedir  união de pessoas do mesmo sexo, então nós presenciamos a sobreposição de um art. sobre outro do mesmo documento. No caso, o art. 226 se sobrepõe ao 5, "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade [...]". 


Intolerância não se paga com intolerância! A intenção não fazer as pessoas abertamente contra a homosexualidade levantarem uma bandeira LGBT em praça pública. A intenção é o respeito ao espaço. Da mesma forma como eu Católica tenho que respeitar o direito de culto do meu vizinho espírita. Como eu branca tenho que saber respeitar as diferenças físicas e culturais dos meus concidadãos negros, mulatos, indígenas e até estrangeiros.


Um segredo sobre a igualdade: ELA NÃO EXISTE! Não somos todos iguais. Somos constituídos de diferenças. E aí está a grande questão. As nossas diferenças não podem ser um medidor de direitos como os da: VIDA, DIGNIDADAE, PROPRIEDADE, SEGURANÇA, etc. Aqueles básicos escritos no topo de qualquer constituição democrata.


A verdade é a seguinte: vivemos uma DEMOCRACIA! Se você quiser fazer valer apenas a sua vontade/verdade procure uma ditadura que a defenda.
A beleza da liberdade está em: DEIXAR VIVER! Deixar ser LIVRE!
    

sábado, 30 de abril de 2011

Davi

É difícil ... usar as palavras.


O silêncio parece mais significativo.




Eu já me perguntei o porque as pessoas tristes,


                                       perdidas,


                                                                    Pensam no mar.


Por que eu penso no mar?
Por que a gente foge pro mar?
Por que alguém do mar não foge pra terra firme?


Se eu soubesse dizer
Eu explicaria o que o mar causa 

Por dentro de quem é                              tenta                                    ser humano


Mas eu nunca digo
.
.
.
Eu não sei dizer.




sexta-feira, 22 de abril de 2011

Que dia é hoje ...

Hoje é o dia que há um tempo atrás um homem foi até o fim por um nobre ideal.

E é só... como se fosse pouco.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Initation au Voyage

" Se cada um de vós, ó vós outros da televisão
- vós que viajais inertes
como defuntos num caixão -
se cada um de vós abrisse um livro de poemas...
faria uma verdadeira viajem...
Num livro de poemas se descobre de tudo, de tudo mesmo!
- Inclusive o amor e outras novidades. "

( Mário Quintana )


Todos os dias, a cada suspiro seu, a vida te convida a uma viajem. Poucos aceitam, poucos escutam, poucos se atrevem.
Uns tem medo do pecado, outros medo do errado. Tem quem tenha medo da miséria e quem tema a solidão.O medo é o demônio, o mal, é o nada que te amarra o coração, que te convence sempre pra você deixar pra viver depois. Em um outro mundo, numa outra eternidade, numa outra oportunidade que só a vida sabe: VOCÊ NÃO TERÁ!
Um poeta não é poeta porque escreve. Um poeta é poeta porque sente! E todos os homens e mulheres nasceram para serem poetas...
Se eles querem... aí jah cabe a uma outra poesia...

sábado, 16 de abril de 2011

Uma história alheia: Miguel

Achei interessante e digno de ser postado e conhecido.
Conheçam o Miguel:



" É difícil de acreditar. Alias, quase ninguém acredita. A minha loucura não vem de nenhuma substância. Sim, eu bebo, mas não socialmente. Odeio fazer qualquer coisa que seja meramente social.
Que fique claro que bebo. Que já fumei. Mas, acho que isso não faz a menos diferença em tudo que busco.
Enfim, essa é uma das minhas partes humanas. Há muitas outras. Posso dizer que sou um dos seres que mais se sente humano.


Paixão!


Junto com os vícios eu carrego as paixões. A literatura, a música, a história, filosofia, o conhecimento... São grandes, e posso dizer que minhas, paixões. Mas eu não seria tão humano se não me desse ao luxo de me apaixonar pela minha própria espécie.


As mulheres.


Confesso meu encanto por elas. E isso não é tão óbvio quanto parece. Não é por ser homem que eu necessariamente deva me apaixonar por mulheres.
Que monótono seria se o coração humano se fosse tão simples de lidar.
Mas esse não é o mérito. Nem meus vícios, nem minhas paixões. E nem ambos de forma geral. Na verdade não há mérito. O ponto é simples: o Miguel, eu, o que sou. E sinceramente não vejo mérito nenhum em ser o que se é. E nesse mundo há divergências sobre isso. Acredite!


É bem provável que alguns desavisados ainda estejam buscando o sentido tantas/tontas linhas. Não se iluda meu caro, minha cara e até os mais baratos - uma quase piada. Buscar sentido no meu discurso é o mesmo que buscar o sentido da vida: é utopia. E mesmo quando se acha, logo se abandona o encontrado atrás de algo melhor, com mais verdade, e assim vai... e vai ... e assim vamos... vamos conhecendo um pouco mais desse tal Miguel que eu tento ser. "

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Antes de existirem as palavras as pessoas sentiam mais, mas isso é um problema delas, e eu sinto muito (Milton Aguiar)

Um êxtase brando
Sem o preço de nenhum efeito colateral
Um estado constante de ápice
Aquela vontade de doar toda a sua vida por um causa sem dimensão
Uma harmonia completa com tudo que pulsa vida ao seu redor
Parece ansiedade, mas da paz
Parece insônia, mas restaura
Parece mentira, mas não precisa de provas pra se acreditar
Parece impossível, mas está AQUI!
Parece loucura, mas é só o sentimento mais verdadeiro de estar vivo.



Que todos aqueles que já cruzaram os olhos com os meus saibam: eu só queria que você pudesse sentir o que eu sinto por você. Porque se eu vivo, e sinto TANTO que vivo, é porque podemos trocar vida nos olhares. 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sobre Todas as Minhas Revoltas

É ... 


         Vocês tem razão!

Eu pareço uma adolescente rebelde, sem causa nem razão. A menina infantil que quer aparecer, fazer bonito. Aquela bobinha que só pensa que sabe, mas é jovem de mais pra saber.


Vocês tem toda razão!
Pra que tanto barulho?
Estou dando atenção demais a coisas supérfulas, que não vão me levar a nada, não é mesmo?


Por que tanta revolta Larissa? Onde você quer chegar com tudo isso?


Ah ... Bobagem minha. Uns ideais sem importância subiram a minha cabeça. Algo parecido com: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Coisas que só vemos nos livros de história ao lado da palavra REVOLUÇÃO.


Mas, vocês tem razão. Analisando o contexto e a viabilidade dos fatos, o preço é alto. Um investimento sem perspectiva de retorno.


É... que sabe oquê é: era difícil pra um negro não ser a favor da abolição escravocrata quando ele sentia o peso da chibata sobre suas costas e comia uma sopa rala no chão friu. Era difícil, mesmo ele sabendo que a sua condição sustentava a economia de um país. Pra ele morrer por essa tal Liberdade parecia menos custoso.



Tecnicamente não existem mais escravos.
Tecnicamente todos são iguais. 
Tecnicamente todos se respeitam.






Mas, é muito difícil acreditar no "tecnicamente" quando você sente o peso da realidade. É 
aquela velha chibata que na verdade não foi posta de lado.


Desculpem-me, eu sei que vocês tem razão! Mas, é muito difícil não se revoltar quando se assisti e sente certas verdades.


Quando se vê a religião, criada para cultivar o bem, valorizar o espíirito e buscar uma ética mais humana, essa mesma religião cada vez mais segregando as pessoas. O Estado, órgão responsável pela manutenção da harmonia social, provocando guerras e enganando os que o sustentam como poder. A ciência, fábrica do conhecimento, instrumento de libertação através da busca da verdade, se concentrando na mão de poucos para subjugar os outros muitos.




É  difícil ver tudo o que você sempre acreditou de repente desmoronar diante dos teus olhos. Porque aquele velhinho barrigudo, de roupa vermelha, barba branca e risada engraçada... ELE NÃO EXISTE!




Eu acreditava que todos os seres humanos fossem iguais. Mas, aí eu fui pra escola e vi que meu coleguinha tem uma cor de pele muito diferente da minha. Eu sou católica mas o João é judeu. Eu almoço com meus pais e a Maria nem conhece sua mãe. Aos domingos eu vou ao shopping, mas a Joaninha ajuda a mãe a cuidar da casa. E eu que pensava que isso tudo não significava nada, vou crescendo e descubro que é só isso que realmente significa alguma coisa.


Então a gente vai percebendo que é tudo mentira. Ninguém é igual. E o pior: ninguém aceita a diferença. 


"Eu não sou a princezinha. Eu não sou o único campeão. Nem todo mundo consegue sorrir como eu. Nem todo mundo precisa sofrer como eu."


Mentiram pra mim !!!




Mas, já é tarde pra revolta. Temos que aprender a engolir a mentira como ela é. Você não pode se dar ao luxo de pensar a respeito. Porque o pior ser humano é aquele que quer ver.


Então, mais uma vez eu peço perdão pela minha revolta. É que eu senti as chibatadas na pele, e descobri que o silêncio é a maior dor que eu posso me causar.








" Se fosses cego, não terias nenhum pecado; Mas, porque agora dizes: eu vejo! Nada vês. " ( João: 11; 41 )