quinta-feira, 14 de abril de 2011

Antes de existirem as palavras as pessoas sentiam mais, mas isso é um problema delas, e eu sinto muito (Milton Aguiar)

Um êxtase brando
Sem o preço de nenhum efeito colateral
Um estado constante de ápice
Aquela vontade de doar toda a sua vida por um causa sem dimensão
Uma harmonia completa com tudo que pulsa vida ao seu redor
Parece ansiedade, mas da paz
Parece insônia, mas restaura
Parece mentira, mas não precisa de provas pra se acreditar
Parece impossível, mas está AQUI!
Parece loucura, mas é só o sentimento mais verdadeiro de estar vivo.



Que todos aqueles que já cruzaram os olhos com os meus saibam: eu só queria que você pudesse sentir o que eu sinto por você. Porque se eu vivo, e sinto TANTO que vivo, é porque podemos trocar vida nos olhares. 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sobre Todas as Minhas Revoltas

É ... 


         Vocês tem razão!

Eu pareço uma adolescente rebelde, sem causa nem razão. A menina infantil que quer aparecer, fazer bonito. Aquela bobinha que só pensa que sabe, mas é jovem de mais pra saber.


Vocês tem toda razão!
Pra que tanto barulho?
Estou dando atenção demais a coisas supérfulas, que não vão me levar a nada, não é mesmo?


Por que tanta revolta Larissa? Onde você quer chegar com tudo isso?


Ah ... Bobagem minha. Uns ideais sem importância subiram a minha cabeça. Algo parecido com: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Coisas que só vemos nos livros de história ao lado da palavra REVOLUÇÃO.


Mas, vocês tem razão. Analisando o contexto e a viabilidade dos fatos, o preço é alto. Um investimento sem perspectiva de retorno.


É... que sabe oquê é: era difícil pra um negro não ser a favor da abolição escravocrata quando ele sentia o peso da chibata sobre suas costas e comia uma sopa rala no chão friu. Era difícil, mesmo ele sabendo que a sua condição sustentava a economia de um país. Pra ele morrer por essa tal Liberdade parecia menos custoso.



Tecnicamente não existem mais escravos.
Tecnicamente todos são iguais. 
Tecnicamente todos se respeitam.






Mas, é muito difícil acreditar no "tecnicamente" quando você sente o peso da realidade. É 
aquela velha chibata que na verdade não foi posta de lado.


Desculpem-me, eu sei que vocês tem razão! Mas, é muito difícil não se revoltar quando se assisti e sente certas verdades.


Quando se vê a religião, criada para cultivar o bem, valorizar o espíirito e buscar uma ética mais humana, essa mesma religião cada vez mais segregando as pessoas. O Estado, órgão responsável pela manutenção da harmonia social, provocando guerras e enganando os que o sustentam como poder. A ciência, fábrica do conhecimento, instrumento de libertação através da busca da verdade, se concentrando na mão de poucos para subjugar os outros muitos.




É  difícil ver tudo o que você sempre acreditou de repente desmoronar diante dos teus olhos. Porque aquele velhinho barrigudo, de roupa vermelha, barba branca e risada engraçada... ELE NÃO EXISTE!




Eu acreditava que todos os seres humanos fossem iguais. Mas, aí eu fui pra escola e vi que meu coleguinha tem uma cor de pele muito diferente da minha. Eu sou católica mas o João é judeu. Eu almoço com meus pais e a Maria nem conhece sua mãe. Aos domingos eu vou ao shopping, mas a Joaninha ajuda a mãe a cuidar da casa. E eu que pensava que isso tudo não significava nada, vou crescendo e descubro que é só isso que realmente significa alguma coisa.


Então a gente vai percebendo que é tudo mentira. Ninguém é igual. E o pior: ninguém aceita a diferença. 


"Eu não sou a princezinha. Eu não sou o único campeão. Nem todo mundo consegue sorrir como eu. Nem todo mundo precisa sofrer como eu."


Mentiram pra mim !!!




Mas, já é tarde pra revolta. Temos que aprender a engolir a mentira como ela é. Você não pode se dar ao luxo de pensar a respeito. Porque o pior ser humano é aquele que quer ver.


Então, mais uma vez eu peço perdão pela minha revolta. É que eu senti as chibatadas na pele, e descobri que o silêncio é a maior dor que eu posso me causar.








" Se fosses cego, não terias nenhum pecado; Mas, porque agora dizes: eu vejo! Nada vês. " ( João: 11; 41 )

quarta-feira, 30 de março de 2011

[ ! escute ... VEJA ... pense ... SINTA ! ]

Tire 6 minutos e 46 segundos da sua pressa! ( alguns minutos a mais pra quem não tem a melhor internet rs )



FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA

[-- Sempre ESPERE por teu sonho, pelo teu pão, por tua alegria --]
Escute a voz do coração.
[-- E coloque muito açúcar no café para DISFARÇAR o amargo do dia-a-dia! --]






A MAGIA DE SE DESCOBRIR VIVO
ENFRENTE SEUS MONSTROS

segunda-feira, 28 de março de 2011

Epigrama

Deram um nó cego nos meus punhos

Mas eu ainda enxergo bem

Sei melhor do que ninguém

Que liberdade é pra quem tem

A alma leve como o ar

E se entregue agora

Você que diz ser alguém

Com vocação pra seja lá

    No que te querem transformar ( ! )










...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Você também tem reclamado da vida?! Então leia isso:

Eu trabalho em um estabelecimento comercial. Meu turno começa as 14 hrs e termina as 17 30. Hoje logo que cheguei para abrir a loja junto a mim encostou um senhor com muitas sacolas. Ele estava no perímetro que era da loja. Como todo ser humano construído por uma sociedade, tive a reação de me incomodar com aquela presença. Porém, busquei um pouco de humanidade verdadeira dentro de mim e engoli a seco meu incomodo, cumprimentei o senhor e abri a loja.
Poucos minutos depois ele se aproximou e me perguntou se eu teria água gelada. Eu tinha, mas, só para vender. Mas, o que ela me custa? 1 real?! E a ele a sede custou uma loooonga caminhada. Lhe dei a garrafa, e ele tomou o meio litro de água em um gole só.
Tomou liberdade e me contou sua história. Waldir, seu nome! Vinha da santa casa, com um caroço muito dolorido no estômago, que não lhe deixava andar, e outro pequeno na face esquerda. Já havia passado por vários médicos e ninguém lhe dava um diagnóstico correto. Depois de ficar 22 dias sem poder beber água, e ter vomitado sangue pela terceira vez, assinou o termo de responsabilidade e saiu do hospital. Pretendia andar da Santa Casa até o bairro Morada dos Nobres, o que significa muitos quilômetros, com uma pressão média de 9 por 8, o que bem baixo. Waldir é cristão, levita, portanto não pode beber, de acordo com sua religião. Parou em uma delegacia de polícia no centro da cidade pra pedir socorro, pois suas pernas não lhe obedeciam mais, a dor era insuportável. O policial o ajudou, e disse que ele só conseguiria andar se bebesse uma dose de pinga para esquentar o sangue. Muitos podem dizer que é sem vergonhisse, mas, o pouco que conheço da medicina me faz crer que de fato era a única solução fora algum tipo de remédio que ele não dispunha naquele momento.
Waldir é retireiro, trabalha no campo. As pessoas que conheceu na cidade o chamam de caipira, e ele tem orgulho do apelido. Ele diz que é a sua origem. Ele confessou suas dores, sua situação trágica, mas a confissão foi firme, digna de homem. Waldir só desmoronou em lágrimas quando me contou que pediu ajuda em uma casa grande e uma menina de 5 anos o chamou de vagabundo. "O senhor não tem vergonha? Já tem cabelo branco e fica vagabundeando pela rua! Vai arrumar um trabalho." Sim ele chorou! E eu.... corei de raiva!
Ele ficou ali mais alguns minutos e me contou várias histórias. Não sei se são verdadeiras, mas ele soube contar, eram bonitas. A chuva passou. É estava chovendo, e ele havia parado lá para esperar acalmar. Arrumou suas coisas e veio me orecer um aperto de mão e um: "Fica com Deus". Eu lhe dei um abraço e pedi para que se cuidasse e ficasse em paz. "Deus está contigo."
Ele se foi. Um passo miúdo, dolorido, custoso, mas firme de quem sabe onde vai. O acompanhei com os olhos e voltei pra dentro da loja com o coração apertado, mas, em paz, afinal, ele sabe pra onde vai.

segunda-feira, 21 de março de 2011

O que te dá quando da medo ?!

" Medo do amor, de não saber amar [...]
[...] Medo de morrer na praia depois de beber o mar [...]
[...] Medo... que da medo do medo que dá. "



Ministério da saúde adverte: o medo causa estagnação da alma!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Um silêncio

Fui invadida por um repentino silêncio.
Violaram minhas leis de tranquilidade.
Perdi algumas das minhas esperanças por um segundo.
Medo! Tive..... tenho medo... de não poder fazer nada por tudo isso que acontece em minha volta.
Medo de não poder ser ninguém pra você. Medo de não me fazer bem.


mas nesse exato instante, 
enquanto eu me magoou com todas as minhas incapacidades
 abre uma fresta de sol em meio a chuva rala. 
chega a ser poesia.... chega a ser
 lindo.

                                                              Enfim.... um silêncio repentino. Um silêncio que grita a minha instabilidade com tudo que se passa nesse mundo.
Isso sempre acontece quando eu abro olhos.