segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Um breve ensaio sobre o mar, a lua e ....

Se há alguma coisa nesse mundo do gênero masculino capaz de me tomar por completo, como antigamente os homens tomavam suas esposas, esse algo é o mar. 
Mas, é muito mais antigo e conhecido o seu caso com a lua. Romance apadrinhado pelas estrelas e abençoado por todos os poetas beira-mar.
E nesse casamento selado muito além do tempo, nunca se sabe ao certo quem possui e quem é possuído. O mar retém sua amada refletida em cada molécula de suas águas salgadas enquanto ela, lua, brinca com a altura das marés do que parece indomável. 
Talvez o amor deva ser assim mesmo. Nunca ter. Sempre ser. De preferência de forma tão ligada que se vê quase apenas um.
Se não posso me enamorar do mar, que ele ao menos tenha a bondade de me trazer um amor, mesmo que impossível.  Creio que sentimentos fortes têm o poder de tonar o impossível tão somente improvável. 
Essa fé que tenho acaba mergulhando a minha vida em dezenas de sonhos improváveis. Sem mais e nem um pouco menos.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Uma sugestão e um agradecimento

Frida Kahlo



Meus profundos agradecimentos à professora Camila Kohori por ter me apresentado essa artista maravilhosa que foi, ou melhor, é, para os que possuem imaginação e fé mais livres. E outros profundos agradecimento por ter me emprestado o que há de mais valioso nessa vida: uma história que merece ser contada (tradução para os mais leterais: um livro).


A história de Frida Kahlo merece ser lida, assistida, saboreada, desejada, contada, recontada, relembrada...merece permanecer viva por um tempo que a morte não será capaz de cobrar. Talvez Frida, no final das contas, tenha sido capaz de enganado sua madrinha.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Parafraseando

" Todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus. " 
( Romanos: 8; 28 )



Todas as cores colorem bem mais para aqueles que vêem com o coração.
( Meu livro de Re-filosofias: sem capítulo nem versículo ) 




Sinto-me tão perto de quem me lê. Mas, quase ninguém me lê, então me sinto só.


[ Pega a entrelinha, ou melhor - se há melhor - , a entrecor ]



quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Um convite interessante

Pular da pedra!
A mais alta que tiver.
Sem olhar pra baixo, pro lado, sem olhar pra nada.
Só contar até três e pular, saltar pra cima sem medo de cair.
Tem medo, tem frio na barriga, pode até ter choro,
Mas, tudo fica atrás da coragem e pra trás de nós mesmos assim que saltamos.
Num tem destino, num tem objetivo,
Só tem você, eu e a pedra mais alta que a gente encontrar.


[ Inspirado na música "A pedra mais alta" ]

domingo, 25 de setembro de 2011

De Clarice Lispector

" Desculpe eu estar errando tanto na máquina. Primeiro é porque minha mão direita foi queimada. Segundo, não sei por quê.
Agora um pedido: não me corrija. A pontuação é a respiração da frase, e minha frase respira assim. E se você achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar.
Escrever é uma maldição. "







Trechos daqueles que escrevem por mim.
Ela não é minha escritora favorita, PORÉM,
Volta e meia me vejo escrita nas suas linhas.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Dispondo as vontades alheias

E eu seria enfim verdade
Ou ao menos valeria como tal
Se desfizesse minha poesia.

                                                                  




Não há nada decidido
Mas, por hora sem fim
Fico assim, como estou: ilusão.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Felicidade ( Homenagem ao 3º Ato )

Felicidade...
Disse o mais tolo: felicidade não existe.
O intelectual: não no sentido lato.
O empresário: desde que haja lucro.
O operário: sem emprego nem pensar.
O cientista: ainda será descoberta.
O místico: está escrito nas estrelas.
O político: o poder.
A igreja: sem tristeza impossível, amém.


O poeta riu de todos e por alguns minutos foi feliz.


( O Teatro Mágico - A Sociedade do Espetáculo )


[ Sem mais delongas
Parto e reparto-me para o show
Ribeirão Preto - Teatro de Arena ]