quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Felicidade ( Homenagem ao 3º Ato )

Felicidade...
Disse o mais tolo: felicidade não existe.
O intelectual: não no sentido lato.
O empresário: desde que haja lucro.
O operário: sem emprego nem pensar.
O cientista: ainda será descoberta.
O místico: está escrito nas estrelas.
O político: o poder.
A igreja: sem tristeza impossível, amém.


O poeta riu de todos e por alguns minutos foi feliz.


( O Teatro Mágico - A Sociedade do Espetáculo )


[ Sem mais delongas
Parto e reparto-me para o show
Ribeirão Preto - Teatro de Arena ]

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Do Mundo Mágico de Oz...asco

Um mundo onde tudo é possível

Onde o sonho é quase rotina
Queima a retina do cego e o faz enxergar
Não existe o mesmo
Não existe igual
O encanto estoura o vitral que separa
O desejo da coragem de tê-lo
O mundo onde se desfazer
É fazer parte de tudo
E tudo é muito, é nada, é caro
Custa o preço de uma ilusão
E o coração paga batendo...
Batendo... batendo... sendo... fazendo...




      VIVER!
                                           
 

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Agenda


  • Poesia,        Em primeiro lugar ela!
  • Depois talvez um banho e um café forte para tornar as amarguras da vida mais doces.
  • Andar sem destino com os dedos cruzados para o meu acaso te encontrar.
  • Olhar para o céu e predizer o tempo só para não perder o costume de profeta.
  • Respirar a água do ar e esbarrar em mais um pouco poesia.
  • Colher flores, sonhar com alguém para presentear.
  • Mais um café forte pra reclamar de insônia mais tarde e poder pensar muito em você antes de dormir.

(Inspirado em Mário Pirata)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Tenho me sentido indesculpavelmente assim ...

As vezes me deparo com um poeta que um dia escreveu tudo o que sinto sobre mim ... 





Poema em Linha Reta


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.


E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.



( Fernando Pessoa ) 

sábado, 20 de agosto de 2011

Falando em coisas fofinhas....


É uma mania que eu tenho

Quase um vício,
Sair por ai te procurando
Sem saber por que caminho
Sem me importar onde vai dar.
É inevitável
Ter uma esperança no meio da multidão.   Olhar pra todos os lados
E se encontrar o teu olhar       Acelerar meu coração.



sexta-feira, 12 de agosto de 2011