sexta-feira, 10 de junho de 2011

Não sei se pensamento tem título

" Minha fé deu nó "


Já fiz alguma poesia.
Li bons versos e me emocionei com alguns romances.
Tudo em um breve tempo em que dividi a tarde da madrugada.
A ansiedade me acelera os sabores.
Se disser que meus pensamentos são só rosas vermelhas, minto! E confesso que minto muito mal.
Mas, há alguma paixão em todo esse turbilhão de sentimentos inertes.
Talvez haja mais desilusão que paixão.
Nada de amores impossíveis. Apenas a minha decepção comigo mesma.
Meus lábios tem gosto de cinzas. E eu ainda não sei se pela nova marca do cigarro ou pelas palavras incendiárias que tenho declamado.
Não sei também se me fizeram acreditar em um pecado ou se sou eu que me convenço de uma absolvição.
O certo é que enquanto o mundo dorme eu velo as minhas verdades. Tão jovens, tão distintas, mas talvez tão minhas que não tenham o direito de se prolongarem mais.
Farei minha oração e quem sabe amanhã, que é sábado, na hora tardia de acordar tudo seja mesmo um sonho. 



" Minha fé em pó e solúvel "

quinta-feira, 2 de junho de 2011

frio

Eu queria contar o que está contido nessa alma volátil, mas colega, não é nada fácil contradizer o que a vida prega.

É inverno, em todos os sentidos possíveis que essa estação pode trazer.

Também já roubaram seus sonhos?

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Liberdade! Igualdade? Nenhuma Fraternidade.

Chega de cismas!


Eu tive a oportunidade de acompanhar a votação do STF (Supremo Tribunal Federal) para a questão da união estável entre casais homosexuais. As argumentações foram bem coerentes, porém aqui fora  houve divergências. Tanto leigos como supostos estudiosos do direito argumentaram contra os dez membros do STF afirmando que ao consentir a união estável homoafetiva o poder legislativo "rasgou" a constituição brasileira, em razão do art. 226 inciso 3: "Para efeito da proteção do estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.". Os membros do supremo não deixaram esse argumento passar despercebido em sua decisão, mas não estou aqui para discutir os argumentos utilizados pelas pessoas que se colocaram diante dessa decisão. Na verdade o que venho aqui declarar é a minha indignação para a inclinação segregativa do ser humano. Sempre tive essa consciência, mas depois que assisti o discurso de um líder religioso atacar veemente essa liberdade concedida a mais uma parcela de pessoas, percebi que eu não poderia me calar.


O que tem sido pedido não é uma guerra política e muito menos ideológica. Para aqueles que condenam o apelo dos homosexuais usando a própria constituição como argumento, eu lhes suplico uma dose de bom senso. Uma carta magna como a constituição não pode conter erros que a deixem cair em contradição. Se o art. 226 de fato for um argumento relevante para impedir  união de pessoas do mesmo sexo, então nós presenciamos a sobreposição de um art. sobre outro do mesmo documento. No caso, o art. 226 se sobrepõe ao 5, "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade [...]". 


Intolerância não se paga com intolerância! A intenção não fazer as pessoas abertamente contra a homosexualidade levantarem uma bandeira LGBT em praça pública. A intenção é o respeito ao espaço. Da mesma forma como eu Católica tenho que respeitar o direito de culto do meu vizinho espírita. Como eu branca tenho que saber respeitar as diferenças físicas e culturais dos meus concidadãos negros, mulatos, indígenas e até estrangeiros.


Um segredo sobre a igualdade: ELA NÃO EXISTE! Não somos todos iguais. Somos constituídos de diferenças. E aí está a grande questão. As nossas diferenças não podem ser um medidor de direitos como os da: VIDA, DIGNIDADAE, PROPRIEDADE, SEGURANÇA, etc. Aqueles básicos escritos no topo de qualquer constituição democrata.


A verdade é a seguinte: vivemos uma DEMOCRACIA! Se você quiser fazer valer apenas a sua vontade/verdade procure uma ditadura que a defenda.
A beleza da liberdade está em: DEIXAR VIVER! Deixar ser LIVRE!
    

sábado, 30 de abril de 2011

Davi

É difícil ... usar as palavras.


O silêncio parece mais significativo.




Eu já me perguntei o porque as pessoas tristes,


                                       perdidas,


                                                                    Pensam no mar.


Por que eu penso no mar?
Por que a gente foge pro mar?
Por que alguém do mar não foge pra terra firme?


Se eu soubesse dizer
Eu explicaria o que o mar causa 

Por dentro de quem é                              tenta                                    ser humano


Mas eu nunca digo
.
.
.
Eu não sei dizer.




sexta-feira, 22 de abril de 2011

Que dia é hoje ...

Hoje é o dia que há um tempo atrás um homem foi até o fim por um nobre ideal.

E é só... como se fosse pouco.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Initation au Voyage

" Se cada um de vós, ó vós outros da televisão
- vós que viajais inertes
como defuntos num caixão -
se cada um de vós abrisse um livro de poemas...
faria uma verdadeira viajem...
Num livro de poemas se descobre de tudo, de tudo mesmo!
- Inclusive o amor e outras novidades. "

( Mário Quintana )


Todos os dias, a cada suspiro seu, a vida te convida a uma viajem. Poucos aceitam, poucos escutam, poucos se atrevem.
Uns tem medo do pecado, outros medo do errado. Tem quem tenha medo da miséria e quem tema a solidão.O medo é o demônio, o mal, é o nada que te amarra o coração, que te convence sempre pra você deixar pra viver depois. Em um outro mundo, numa outra eternidade, numa outra oportunidade que só a vida sabe: VOCÊ NÃO TERÁ!
Um poeta não é poeta porque escreve. Um poeta é poeta porque sente! E todos os homens e mulheres nasceram para serem poetas...
Se eles querem... aí jah cabe a uma outra poesia...

sábado, 16 de abril de 2011

Uma história alheia: Miguel

Achei interessante e digno de ser postado e conhecido.
Conheçam o Miguel:



" É difícil de acreditar. Alias, quase ninguém acredita. A minha loucura não vem de nenhuma substância. Sim, eu bebo, mas não socialmente. Odeio fazer qualquer coisa que seja meramente social.
Que fique claro que bebo. Que já fumei. Mas, acho que isso não faz a menos diferença em tudo que busco.
Enfim, essa é uma das minhas partes humanas. Há muitas outras. Posso dizer que sou um dos seres que mais se sente humano.


Paixão!


Junto com os vícios eu carrego as paixões. A literatura, a música, a história, filosofia, o conhecimento... São grandes, e posso dizer que minhas, paixões. Mas eu não seria tão humano se não me desse ao luxo de me apaixonar pela minha própria espécie.


As mulheres.


Confesso meu encanto por elas. E isso não é tão óbvio quanto parece. Não é por ser homem que eu necessariamente deva me apaixonar por mulheres.
Que monótono seria se o coração humano se fosse tão simples de lidar.
Mas esse não é o mérito. Nem meus vícios, nem minhas paixões. E nem ambos de forma geral. Na verdade não há mérito. O ponto é simples: o Miguel, eu, o que sou. E sinceramente não vejo mérito nenhum em ser o que se é. E nesse mundo há divergências sobre isso. Acredite!


É bem provável que alguns desavisados ainda estejam buscando o sentido tantas/tontas linhas. Não se iluda meu caro, minha cara e até os mais baratos - uma quase piada. Buscar sentido no meu discurso é o mesmo que buscar o sentido da vida: é utopia. E mesmo quando se acha, logo se abandona o encontrado atrás de algo melhor, com mais verdade, e assim vai... e vai ... e assim vamos... vamos conhecendo um pouco mais desse tal Miguel que eu tento ser. "